quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

"Strani Amori."

     O forte sol que recaía sobre Roma naquela tarde de julho forçara o jovem Luigi a parar no primeiro Café que encontrara, para tomar algo refrescante.

     Algumas horas na Itália, e o rapaz já começava a se surpreender com o país de origem dos avós.. Não esperava tanto calor, porém sabia que seus conhecimentos acerca do país - constituídos através das novelas da Rede Globo, e do que pôde ler em sites da internet - não eram lá essas coisas. Luigi estava ali para um curso de culinária italiana, que duraria uma semana e pelo qual planejou durante um semestre inteiro.

     Quando se senta, observa que na outra mesa estava uma garota que lhe chamava a atenção, com seus belos olhos cor de mel fixos num livro sobre vinhos e massas. Era Maria, também oriunda do Brasil e inscrita no curso de culinária, e Luigi não poderia perder a oportunidade de fazer contato com garota de tamanha beleza. “Os vinhos daqui são insuperáveis né?” falou o rapaz, tentando iniciar uma conversa. “Puxa, demais.. aqui nesse guia de bolso diz que os vinhos do Valle d'Aosta estão entre os melhores..” respondeu a garota, mostrando ser conhecedora do assunto. “Saber escolher o vinho certo para acompanhar cada receita pode dar um sabor insuperável ao prato..” disse o jovem, tentando acompanhar a conversa de alto nível intelecto-culinaresco. Luigi então se senta na mesa com Maria, e passadas as apresentações, os dois engatam um bate-papo que dura até altas horas da noite, como não poderia deixar de ser, com um bom vinho tinto e uma pizza acompanhando. “Caramba, você é do Rio, como eu, e nunca nos vimos por lá..” comentou Maria, já começando a se encantar pelo jeito engraçado e levemente distraído de Luigi, que respondeu de bate-pronto: “Verdade, e viemos nos encontrar justo aqui em plena Itália, o país em que tudo tem uma pitada de romance..” ao terminar sua frase, Luigi nota as lindas bochechas de Maria ficarem rosadas ao escutar o que ele lhe dissera. “Puxa, como ta tarde né, amanhã o curso já começa às 9h, vamos embora pro Hotel?”, despista a garota, para que ele não percebesse como ela gostou de escutar aquilo. Os dois vão embora juntos para o Hotel San Paolo, em que estavam hospedados e se despedem com um abraço que fez o coração de ambos bater mais forte. Nos dias que se seguiram os jovens vão se conhecendo mais, e pouco a pouco a intimidade entre ambos vai aumentando, dando mais motivos pros boatos de que estavam juntos circularem entre os outros aprendizes de cheff. Contudo, Maria sempre recuava, sempre levantava a guarda, quando Luigi tentava se aproximar do assunto ‘nós’ com ela, sempre com os argumentos de que “podia dar errado e eles perderem aquela amizade que estavam construindo ali”, ou de que “tenho medo de sofrer, porque venho de um término de namoro de 6 anos, e ainda não sei se to pronta pra nada..”
     O quinto dia de estada na Itália se inicia, e Luigi não consegue parar de pensar em Maria, e em como poderia fazê-la arriscar por ele. O jovem queria lhe dizer de como se sentia bem com ela, de como estar com ela lhe dava uma sensação arrebatadora de completude, em fazê-la saber como seu sorriso iluminava sua alma já calejada por decepções ao longo da vida. Como que por inspiração Divina, Luigi sai para a rua para pensar, e avista um velinho com um violão a tocar Lo Straniero, de Bobby Solo. Surge então sua grande idéia, e Luigi põe-se a conversar com o velho, em um italiano precário, e consegue comprar o violão com os 40 euros que carregava no bolso. Em disparada  ele se dirige até o Hotel San Paolo, toca a campainha do quarto de Maria, e a chama para ir com ele até a praça Campo de’Fiori, sem que ela entendesse nada do que estava acontecendo: “To entendendo nada Luigi, me explica o que você ta querendo me mostrar..” “Calma que na hora certa você vai entender..” respondeu o rapaz, com um sorriso no canto da boca que denunciava alguma intenção escondida à sete chaves. Chegando à praça, Luigi e Maria se sentam embaixo de uma árvore, e ele pega o violão, que tanto a intrigou pelo trajeto, e começa a falar com ela: “Você sabe que tem algo muito grande acontecendo entre a gente, e eu não posso deixar que o medo, seja lá de qualquer coisa que seja, tire a oportunidade de vivermos algo único. Te trouxe aqui, pra você escutar uma música que eu venho escutando desde que cheguei aqui na Itália, e não entendia o motivo dela ficar na minha cabeça. Não entendia, mas  agora entendo... ela diz assim..” imediatamente, Luigi pega o violão e se põe a cantar, com uma voz doce e lenta, fazendo Maria, com os olhos marejados e em choque, sentir cada palavra cantada por ele:
“You'll never know if you never try, to forgive your past and simply be mine...”
 Imediatamente, Maria o abraça, e sente uma leveza e segurança que jamais havia sentido na vida. Olhando nos olhos dele, ela só consegue dizer “você não existe...” e o beija suave e lindamente, deixando os transeuntes emocionados com tamanha demonstração de amor.
     Ao se permitir arriscar com aquele rapaz que encontrou em um lugar onde jamais poderia imaginar, Maria achou o que não havia encontrado nos 6 anos que havia passado com alguém que não a completou como Luigi o fez. Desse momento em diante, a Itália nunca mais seria a mesma para os dois jovens, que começaram ali um amor nascido do imprevisível, do imponderável.





“E sono strani amori che
Fanno crescere e sorridere
Fra le lacrime
Quante pagine lì da scrivere
Sogni e lividi da dividere
Sono amori che spesso a questa età
Si confondono dentro a quest'anima
Che si interroga senza decidere
Se è un amore che fa per noi...”



você nunca saberá, se não tentar. ;)

this is it.

domingo, 20 de novembro de 2011

"A vida é doce."



"I wanna push through the undiscovered
Find my answers, leave them uncovered
I wanna speak out what I believe in
That love will heal us, give us our freedom
I wanna see what's on the horizon
Change directions, stop the fightin
I need to find a way of letting it go
When everything falls apart..."

 tal qual dom quixote e suas lutas contra os "gigantes" moinhos de vento,  minha luta para entender como os dias nublados mexem comigo, como o aspecto cinza dos céus me deixa diferente, introspectivo, é um questionamento que sempre me faço. à seguir, um dos pensamentos que esse dia 'lindo' me proporcionou:

em tempos em que os conceitos de 'unidos venceremos', 'somos mais fortes juntos', e semelhantes, me pego pensando e contemplando o fato de que algumas batalhas devemos travar sozinhos, não importa que digam o contrário. algumas descobertas, alguns conflitos, algumas dores, precisamos vivenciar em 'carreira solo', por quê acompanhados podemos perder grande parte do aprendizado. a solidão pode ser benefica, por se tratar em meu modo de ver, de um 'rito de passagem' para algo a dois. sem os periodos de solidão, não existiria a valorização dos momentos proporcionados por uma conjunta. a grande questão é: como ter paciência pra saber passar por essa fase. sim, por quê muitas vezes pode ser sufocante, intoxicante, a sensação de se estar 'sozinho' no mundo, porém se entregar ao 'pânico' causado por essa sensação, não resulta em nada de bom. logo, é desnecessário. pode-se fazer milhões de perguntas, deitar-se na cama, olhar para o teto e questionar à Deus o por quê de estar vivenciando tudo aquilo.. e a resposta para as questões não pode ser outra, a não ser a seguinte: "pois é necessário."

não se vive o que não se é pra viver. a situação pela qual se passa, em algum ponto da vida, será útil. aguarde e confie. :)

this is it.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

"Paciência."

     Você sabe ser paciente? sabe abrir os olhos e observar quando não é a hora pra determinada coisa? 
     Com o advento das modernidades na vida dos seres humanos, a paciência diminuiu consideravelmente, e tudo 'tem que ser pra ontem', tem que ser imediato. muitas vezes o que queremos, não é o que precisamos, e nos flagelamos por isso de forma que nos machucamos com a espera, ao invés de vivermos o que temos pra viver no momento. Quando muito se espera, o risco de se decepcionar é maior, então o ideal é não esperar muito, mas sim FAZER muito, pra que quando acontecer algo, seja uma reação natural e proporcional ao esforço empregado.. 

     "Matt é um cara legal, um cara do bem. Já passou por muita coisa nessa vida, mas sempre se levantou das quedas com um sorriso largo no rosto, e com a certeza de que uma hora, a sorte lhe sorriria, e o vento ficaria a seu favor. O tempo vai passando, e nada das coisas mudarem. Pelo contrário, quanto mais o tempo passa, mais as coisas continuam iguais, e isso vai deixando Matt desacreditado da vida, desacreditado de que possa um dia vir a ser feliz. Com isso, Matt se deixa envolver pela amargura que é muito esperar e pouco receber, e cai na vala comum dos homens fúteis, aqueles que não ligam pra felicidade, e se deixam levar por seus hormônios e pela necessidade que essas pessoas têm de aparentar serem felizes, mesmo sem serem de fato. Matt beija 4 numa noite, 5 na outra, e passa os domingos deitado em sua cama, ouvindo Legião Urbana enquanto admira através da janela, a chuva caindo lá fora. Com o passar das horas ele cai em si e contempla toda a rotina hipócrita que tem levado, pra sustentar uma falsa aparência feliz, tão sólida quanto um purê de batatas. Ele possui 'mil amigos' nas noitadas, nas loucuras que comete, mas não consegue encontrar em nem 2 deles, confiança pra se mostrar como é de verdade, um cara machucado por tudo aquilo que sofreu, ao esperar muito da vida. Mostrar sua faceta real, arcar com as consequências de não ser daquele mundo em que insiste em estar, é algo que lhe apavora, pois trás à tona a fragilidade que alguém pode ter, quando se é diferente do senso comum. Matt para e pensa: 'pra quê tudo isso? Sou muito melhor que isso, não posso deixar que isso mude quem eu sou.' 
Imediatamente, o rapaz cai em si e percebe como uma vida fútil, impaciente, pode levar à ruína. Hoje em dia, Matt é um cara centrado, espera da vida? Sim, espera, por quê é difícil largar velhos hábitos. Porém, hoje em dia ele espera mas sabe lidar com aquilo que tem, sabendo que cedo ou tarde, o jogo vira, a maré muda, e assim leva a vida. Felizmente, pelo menos um dos homens escapou da vala comum, escapou do destino que seus 'amigos' tomaram. Ian hoje é um solteirão frustrado, que vive à base de porres de whisky semanais, e remédios para depressão. Clark, decidiu ser o eterno jovem, um coroa com síndrome de Peter Pan, que sai todas as noites à procura de garotas novas pra suprirem sua amargura em ver o tempo passar. Drogas e álcool aliviam suas dores. Quanto a Matt? O jogo virou, encontrou em Izzie seu amor eterno, casou-se e hoje é o pai dos pequenos Jimmy e Lindsay. Se reclama da vida? Não, não encontra motivos pra isso. E agradece àquele dia chuvoso, em que viu sua vida passando diante de seus olhos, e retomou o controle de seu destino."

a paciência pode trazer grandes tesouros pra nossas vidas, se soubermos aproveitar as oportunidades que aparecem à cada novo dia, ou tarde, como foi com Matt.

this is it.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

"Amadurescência."

"Enquanto pessoas perguntam por que, outras pessoas perguntam por que não?"

Você já reparou em quantas chances nos são conferidas para mudarmos nossa vida à cada novo dia que nasce? Temos muito mais oportunidades do que pensamos, infinitas possibilidades de uma mudança de rumo, e a única pessoa que pode girar o leme e trocar de rota é você. Todo dia, você é agraciado com oportunidades de fugir da mesmice, do senso-comum, e se arriscar numa verdadeira aventura em busca da verdadeira felicidade. Em cada novo amanhecer você é convidado a seguir por um trajeto até então desconhecido, com destino aos dias melhores que tanto vivemos esperando, como diria a canção.


Chances temos aos montes, porém cabe a cada um de nós fechar os olhos e deixarmos nossos corações tomarem a frente em nossas decisões por um instante, uma vez que o essencial é invisível aos olhos (valeu  Saint-Exupéry! :P haha). Você tem uma chance de viver algo único, algo completamente diferente do que já viveu? Então vá, e viva. Quem sabe faz na hora e não espera acontecer.

dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás...

 "Um barco está em plena segurança no porto, mas não foi para ficar ancorado que ele foi feito."

this is it.

domingo, 24 de julho de 2011

"Back to black." - considerações sobre Amy Winehouse


   Tal notícia tem agitado o noticiário nos últimos dias, e a 'Pessoa' Amy Winehouse tem sido amplamente debatida em diversos programas na mídia em geral, bem como seus notórios problemas com o álcool e com as drogas. É típico da mentalidade ocidental cultuar aqueles que vem a falecer. Antes de morrer, Amy era taxada de viciada, problemática... ao morrer, virou 'coitada', 'vítima' dos diversos problemas que tinha em sua vida. 
   O vício em álcool & drogas é uma doença grave, silenciosa e que muitas vezes engana o próprio dependente, levando-o a achar que está 'curado', pra em seguida destruí-lo ainda mais. O que não dá pra se entender muito bem é o porquê de terem deixado uma pessoa que claramente não tinha capacidade de cuidar e si própria viver independente, como uma pessoa com plena saúde física e mental.
Amy era uma bomba relógio, tinha um temperamento forte e isso foi tornando cada vez mais inevitável seu destino, mas não dá pra dizer que ela não pediu socorro.. como se pode observar nesse trecho do seu maior sucesso, Rehab:

"I don't ever want to drink again
I just, ooh, I just need a friend
I'm not going to spend ten weeks
And have everyone think I'm on the mend

It's not just my pride
It's just 'til these tears have dried "
ou, em tradução livre:
"Eu não quero beber nunca mais
Eu só oh, só preciso de um amigo
Não vou desperdiçar dez semanas
Pra todo mundo pensar que estou me recuperando

Não é só meu orgulho
É só até essas lágrimas secarem"

   Em nome do showbizz, as pessoas que cuidavam de sua carreira optaram por difundir a imagem de "Tresloucada" de Amy, ao invés de realmente investirem em sua verdadeira recuperação. Rehabs não faltaram, é verdade, e isso só confirma o fato de que Amy não reunia condições de se manter por si só. é triste constatar que pra imagem da 'Artista' Amy Winehouse, a morte foi a melhor saída, uma vez que seu caminho de degradação parecia não ter fim. A cantora, dona de uma das vozes mais talentosas de nosso século, entrou em um caminho autodestrutivo intenso demais, não dando a si própria chance de salvação. triste fato. Sua solidão levou-a a um triste fim e calou uma voz marcante.
Surgirão agora diversos 'fãs pra sempre' de Amy, pessoas que jamais tinham escutado alguma outra música além das que tocaram nas rádios e que gritarão aos quatro ventos serem os maiores fãs da cantora inglesa. Muitos optaram por fazer piadas com a morte dela, e muitos outros lamentaram a morte da pessoa Amy, alguém frágil demais psicologicamente, e que não foi tratada por seus próximos como alguém vítima de uma doença tão triste quanto o vício. ah claro, e surgirão também os famosos que tentarão aparecer, dizendo estarem sofrendo muito, mesmo sem estarem nem aí, só pra estarem na mídia. Infelizmente, não surgirão mais discos memoráveis da cantora (salvo algum que ela tenha deixado pronto antes de morrer), o Showbizz perdeu um talento incomensurável..
depois de um enfoque jornalístico, gostaria de analisar toda a situação de um ponto de vista diferente...
Amy Winehouse se sentia só. Era uma pessoa muito carente, e que caiu no erro de tentar amenizar sua solidão com álcool e Drogas. Fez também diversas escolhas erradas, como sua união com o tal Blake, que só a levaram mais e mais pro fundo do poço. Se fica uma lição, é a de que drogas não ajudam ninguem, e como bem disse a Vanessa Da Mata,  droga é uma prisão, disfarçada de viagem..
E saibam de uma coisa, a grande maioria dos "famosos" que disseram estar profundamente abalados, sofrendo e etc, na verdade não estão. É só mais uma das atitudes hipócritas que compõem o mundo da fama. 


antes das drogas acabarem com Amy, quando sua vida louca era tratada como "cool"
já em franca decadência, Amy virou uma caricatura de si própria.
O mundo todo viu a queda de Amy Winehouse, passo a passo, e nenhum de seus pares tomou a iniciativa de colocar Amy como uma pessoa incapaz de se recuperar sozinha. Deu no que deu. Quando se pôde fazer algo, não fizeram nada. Lamentar agora, não resolve. Acabou.

that's it.

"Enloucresça."

   

Sabia que você e eu, somos sobreviventes? Sim, sobrevivemos à tudo aquilo que nos aconteceu até agora, de bom e de ruim. São as experiências adquiridas nessa jornada que nos tornam o que somos hoje e nos deixam mais fortes, pra resistir às tempestades que a vida vez ou outra nos presenteia..
   Pense em por quanta coisa você passou pra chegar até aqui, de quantas coisas e pessoas abriu mão, quantas vezes se decepcionou, caiu e levantou. Quantas horas perdeu com algo que aparentemente não valeu de nada, mas que transformou toda sua existência, mudou sua visão de mundo. Reúna tudo que você viveu, tudo aquilo que aprendeu, todas suas vitórias e todas as suas derrotas, e observe. Você verá que é muito mais forte do que pensa, muito mais casca grossa do que possa parecer, e perceberá que não compensa disperdiçar mais de seu tempo com aquilo que não vale à pena, com aquela tal pessoa que não te deu o devido valor, com aquela amizade mais falsa que nota de 3 R$, com aquele chefe que não soube dar respaldo ao seu trabalho, enfim.. com aquelas pessoas que nos fazem mal. 
Taí um ponto complicado de se observar.. nem sempre percebemos de maneira fácil aquilo que nos causa mal, pelo simples fato de em nosso íntimo desejarmos que não seja verdade. Grande parte das pessoas se prendem demais à histórias cujo tempo já passou, fantasiam contos de fadas em suas cabeças, tramas mirabolantes de como pessoa X voltará num cavalo branco, pra buscar seu par e irem ser felizes para sempre. Criar esperanças sem motivos REAIS, acarretam decepções homéricas à cada dia.
   Numa conversa que tive com um certo alguém, cheguei à seguinte "comparação", por assim dizer: Quando se acaba de ler um livro fantástico, sempre fica aquele gostinho de 'hm, podia continuar a história hein..', mesmo sabendo que a história acaba ali. Então a pessoa fica lendo e relendo as partes marcantes do livro, na esperança de que uma continuação seja lançada. Uma continuação que raramente vém. Uma espera que machuca, cria cicatrizes. Então seria muito melhor a pessoa, ao acabar de ler um livro, se preparar durante um tempo, absorver tudo o que aprendeu naquele livro, e  finalmente poder abrir um novo livro, tão fantástico quanto, e que pode nunca ter fim..

é tão importante saber quando terminar uma história, quanto saber quando começar outra...

that's it.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

"Acima do sol."

  “Não dá para saber qual dia será o mais importante da sua vida. Os dias que você pensa serem importantes nunca atingem a proporção imaginada. São os dias normais, os que começam normalmente que acabam se tornando os mais importantes.” (GREY, Meredith.)

"o caminho só existe quando você passa..."


   Você já se pegou admirando o pôr do sol, daqueles de cinema, em uma tarde quente de verão?  já parou pra pensar em por quê justo você estava naquele lugar, naquela hora, sendo agraciado com a benção de poder contemplar essa perfeição que Deus criou? é, pois pense.. tem uma razão.
   Obviamente não sou especializado em geografia, astronomia ou qualquer outra dessas ciências, porém até hoje não tive noticias de algum aparato que possa prever quando irá acontecer um pôr do sol incrivelmente lindo, único. e não as tive pelo simples fato de que não dá pra se prever coisas desse tipo.. quando ocorre, devemos parar de fazer o que estamos fazendo e apreciar, vivenciar essa experiência, deixando que os raios do sol nos aqueçam por inteiro, e nos devolvam o calor que a muito se perdeu devido às estações frias..
   Dias nublados podem ocorrer? com total certeza.. porém é nossa reação ante à esses dias que dirão como nos sairemos quando eles passarem. Se trancar dentro de um quarto, e permanecer envolto por cobertores espessos ao sofrermos decepções, pode impedir que encontremos alguém que pode restaurar tudo o que nos foi danificado... pode nos impedir de ser novamente aquecidos pelo sol..


"Não deixe que na sua vida o dia seja sempre igual. Porque o sol chegou, você acordou, ele chegou para iluminar. Hoje é um novo dia para quem quiser mudar. Se há fé na sua vida, há fé no seu coração."

That's it.
                          

segunda-feira, 27 de junho de 2011

"Aquarela."




" vamos fugir, pra outro lugar baby..."


"seria mais fácil fazer como todo mundo faz..."
Já lhe ocorreu a idéia de pegar suas coisas, agarrar aquela pessoa "certa", e fugir pra algum lugar bem distante de tudo? Se livrar dos problemas dessa vida e ir ser feliz? Claro que tudo isso é uma idéia bem utopica, mas devemos levar ela do plano onírico para algo mais "concreto", tal como um 'projeto de vida'. Eu e você sabemos que a vida em preto e branco, sem algumas pinceladas coloridas, se torna algo realmente insuportável. Logo, se você encontra alguém pela qual valha à pena abandonar o aspecto monocromático do  cotidiano, por quê não fazer isso? Sem toda a expectativa e a satisfação que o amor nos causa, a vida como a conhecemos perderia metade da graça. Me espanta como o ceticismo em relação a esse sentimento se tornou tão comum nos dias de hoje, ao passo que se tornou piegas falar de amor. É quase um tabu, você pode pensar, pode se questionar, mas falar publicamente já faz de você um bobalhão, um sonhador e etc. Fugir da mesmice, do medo de se relacionar e da frieza que domina a sociedade atual, é algo imprescindível para aqueles que quiserem realmente ser diferentes e terem histórias distintas do pessoal que vive a vida em preto e branco. Onde poderia ser esse tal "outro lugar" que o poeta cita na canção? Tenho pra mim que pode ser aquele colchão jogado no chão da sala num domingo frio, com um edredon por cima envolvendo um casal desfrutando de momentos de verdadeiro afeto. Como pode ser também aquela rede, presa entre dois coqueiros em uma praia deserta, sob um sol delicioso e com aquela imensidão azul à frente. Certamente você pode pensar "poxa, isso são clichês!", e eu digo que sim, são clichês, mas estes só existem por quê realmente dão certo. Ser como a maioria é, sem se importar com nada e mascarar uma insegurança sob uma falsa aparência de desapego, realmente não é um papel que me agrade e o qual eu não quero representar jamais. Pense bem nisso, em como o amor pode ser simples e complexo ao mesmo tempo... e que só depende de você o seu final feliz, seja qual for ele.

o final feliz vem para aqueles que se dispõem, que se arriscam.
this is it.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

"Até Quando?"



"não adianta olhar pro céu
com muita fé e pouca luta"

até quando vamos ficar contemplando a frieza que domina as pessoas sem fazermos nada? até quando vamos permitir que os corações se esfriem e desacreditem no amor sem demonstrarmos nenhuma resistência? até quando vamos ver as pessoas que valem à pena serem entregues de bandeja nas mãos dos canalhas sem nos colocarmos em posição de reinvidicar essas pessoas especiais para nós?  até quando vamos abaixar nossas cabeças e deixar que digam que não somos capazes de conseguir aquilo tudo que desejamos? até quando o amor e a lealdade vão ser sobrepujadas pelo desapego e pela falsidade sem uma reação contrária? até quando vamos deixar que o medo de sofrer nos impeça de tentar algo que realmente vale à pena? muitas perguntas, com praticamente uma mesma resposta: nada muda enquanto a gente não mudar. 

"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda, a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro!"

that's it.

terça-feira, 21 de junho de 2011

"Realize."

  
     A natureza é algo interessante, que mexe intimamente com algumas pessoas. Enquanto escrevo essas mal traçadas linhas a chuva cai lá fora, e aqui estou eu, recostado em minha cama e debaixo de vários edredons, pra escapar do frio que domina o ambiente. Em momentos assim, costumo parar e pensar sobre minha vida e sobre tudo o que tem acontecido nela. Buscar 'por quês' costuma ser uma procura frustrada na maioria das vezes, simplesmente pelo fato de que nem tudo na vida tem uma razão, uma explicação. Não para nós, simples seres humanos. Acredito que quando algo acontece, deve servir para aprendizado, para crescimento. Desde a infância nós aprendemos uma infinidade de coisas, e cada qual importante naquele momento. Então por quê essa empáfia de acharmos que não precisamos aprender mais nada? A cada instante acrescentamos experiências que, se bem observadas e conduzidas, podem ser extremamente importante em nossas vidas. Conheceu alguém que vale a pena? Se envolva e veja no que dá. Discutiu com sua(seu) amada(o)? Interrompa a discussão, vá embora e fique a sós consigo mesmo(a) pra repensar as coisas e poder fazer as pazes. Terminou um namoro e não sabe como recomeçar? Comece do começo, dando um passo de cada vez e use seu tempo solitário pra refletir o que pode ser melhorado em você e o que pode te tornar uma pessoa melhor, por quê sendo melhor pra si, você pode ser melhor pro outro(a). Se as pessoas soubessem aproveitar melhor seus momentos, certamente seriam mais felizes. Se você está num momento apaixonado, viva-o intensamente, usufrua de toda a felicidade que você puder disfrutar, por quê não sabemos o dia de amanhã. Se você está num momento solitário, aceite essa condição e se dê um tempo pra refletir sobre sua vida. Você verá que muitas coisas fazem sentido. Temos a tendência a achar que a solidão é algo ruim, quando na verdade ela pode ser extremamente benéfica em determinados momentos da vida. Pra tudo na vida temos um tempo, e quanto antes aprendermos a vivê-lo em plenitude, melhor. Tempo de amar, tempo de rir, tempo de brigar, tempo de chorar, tempo de ficar só. É como diz o poeta, "Observo a mim mesmo em silêncio, porque é nele onde mais e melhor se diz". Em determinados casos, o silêncio fala muito mais fundo do que qualquer palavra.  
É isso, pessoal. Aproveitem seus momentos, suas fases, e se tornem a cada dia que passar, pessoas melhores. Como eu disse, a chuva me deixa muito reflexivo, e o texto de hoje comprova isso né? À propósito, continua chovendo por aqui e as luzes do abajur estão pedindo pra ser desligadas... então fui! Forte abraço e fiquem com Deus.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

"Além do que se vê."

  




 

Já se deparou, ao andar pelas ruas da cidade, com alguém ajudando um cego a atravessar a rua? Pois bem, eu me vi frente à essa cena um dia desses.. e reparei em como aquele homem 'se entregou' àquela pessoa que estava lhe ajudando a chegar ao outro lado de mais uma de nossas movimentadas e caóticas avenidas. Sem nem usar sua bengala para 'tatear' o chão em que estava pisando, ele confiava sua sorte à boa vontade daquela pessoa. E aí eu me perguntei: "Puxa.. como ele pode saber que aquela pessoa não vai sacaneá-lo, não vai levá-lo para um outro lugar que não o que ele desejava, como saber se ela não lhe fará nenhum mal?" 
A resposta me veio à mente logo após a pergunta: Ele teve naquela pessoa, sem nenhum motivo realmente concreto, ele acreditou que ela levaria ele até o outro lado da avenida com segurança, o encaminharia para o lugar que ele desejava, e não lhe faria mal algum. Provavelmente se você perguntar a ele o por quê dele ter confiado naquela pessoa pra levá-lo ao outro lado, ele lhe diria: "Ele não me faria mal.", e lhe falaria isso com a mais sincera convicção. É abstrato isso, mas na vida, sem confiar em outras pessoas, não se chega a lugar algum. Não se tem garantias prévias de que aquela pessoa mereça sua confiança, não existe uma cortina que separe os confiáveis dos não-confiáveis. Todas as escolhas nesse aspecto são riscos, tiros no escuro. Porém sem se arriscar confiar em alguém, não conseguimos nada. Como ser um bom filho sem confiar no sempre dito e propagado amor incondicional que os nossos pais nos devotam? Como ser um bom amigo sem confiar plenamente nele? Como amar sem confiar na outra pessoa? Relação pai-filho sem confiança, se torna maçante. Amizade sem confiança, não cria raízes. Amor sem confiança, não é amor, é apenas um sentimento de posse somado à uma dose de insegurança.  Sem confiança não se consegue ser feliz com alguém, não se consegue FAZER outra pessoa feliz. Sem inspirar confiança, não se conquista nada e nem ninguém à longo prazo.
     Porém ter fé nas pessoas é totalmente diferente de ser tolo, bobo. Não se pode nunca deixar que alguém que não inspira confiança conquiste a sua, apenas por você DESEJAR que ele seja confiável. Muitas pessoas, na ânsia de que aquela tal pessoa seja seu 'porto seguro', acaba SE iludindo e não vendo o que deveria ver. Tem que SER, e não QUERER QUE SEJA.
    Agora, não se torne um eterno disconfiado com a vida, com as pessoas. Tenha fé naquelas pessoas que lhe inspiram isso.. a insegurança na hora de se relacionar com as pessoas é algo que pode 'matar' as boas chances que a vida nos dá pra ser feliz. Estenda a mão e agarre com todas as forças as oportunidades que lhe são entregues para ter seu 'happy end'.


That's it.

Quem sou eu

Minha foto
não sabe de nada, mas acha sobre muita coisa. pensa sobre tudo, o tempo todo. repara em tudo, o tempo todo. acima de qualquer coisa, é um otimista incorrigível. não se apega a estereótipos, e acredita ser essa uma de suas maiores qualidades. prefere um sorriso bonito a um corpo escultural, e um olhar sincero em detrimento de qualquer noitada homérica. não pretende ser e nem inveja o 'estilo charlie sheen' de vida, em absoluto. quer agradá-lo? cite Los Hermanos, The Killers ou Charlie Brown Jr. quer desafiá-lo? jogue a carta +4 no UNO e aguente o revide. hahaha. a estrada vai além do que se vê. nunca se esqueça. :)

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