sábado, 24 de março de 2012

"Clichê"

     Jantar à luz de velas. Deitar na praia pra observar as estrelas, sendo iluminados pelo brilho do luar. Rosas vermelhas. Aquele beijo demorado, depois de terem se despedido, quando ela já está fechando a porta. O final das ligações em que ninguém consegue nem quer desligar. A troca de olhares quando 'aquela música' toca em algum lugar por perto. O frio na barriga segundos antes de se encontrar com 'aquela pessoa'. Aquele 'não ter o que dizer', que na verdade diz tudo. Todos nós já experimentamos alguns desses clichês, vivenciamos estas situações fantásticas, em que nada mais parece importar realmente, e que tudo parece encaixar e fazer sentido.
     Certa vez li em algum lugar que se clichês existem até hoje, é porque funcionam. E faz todo o sentido, pois não consigo achar chatas nenhuma das situações ditas acima, e creio que a maioria esmagadora das pessoas concorda comigo. Acho que poucas coisas na vida são tão deliciosas como um passeio de mãos dadas num domingo de sol, assistir um filminho debaixo do cobertor, entre outros lugares-comuns...

dê uma olhada pra essa foto, e você entenderá do que eu estou dizendo:



Tudo tem dois lados, tem o bom e o ruim, e com clichês as coisas não são diferentes. Estamos vivendo a geração das frases de Caio Fernando Abreu e Clarice Lispector em redes sociais. Frases suas - e às vezes nem suas são, mas atribuem-nas a eles - são postadas por todos os lados no mundo virtual, de modo que ambos viraram 'clichês de auto-ajuda', morada daqueles que na ânsia por alguma indireta, por alguma frase triste, recorrem à imagem demasiadamente explorada de CFA e Clarice para poderem expor suas frustrações. Externar ao mundo seus fracassos não é, e nem será nunca, uma forma inteligente de superá-los. "Amores" que terminam-voltam-terminam-voltam-terminam-voltam, por comodismo e não por sentimento, machucam mais as pessoas do que qualquer outra coisa, e são exemplos claros de clichês negativos, que só atrasam a vivência dos 'clichês bons' na vida das pessoas. Cada segundo disperdiçado tentando reclamar e murmurar contra o que aconteceu de ruim na vida, é um segundo a menos de esforço na tentativa de construir algo realmente eterno.

quem conhece de verdade a obra dos dois, fica indignado com o uso impróprio de suas frases por aí. 



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não sabe de nada, mas acha sobre muita coisa. pensa sobre tudo, o tempo todo. repara em tudo, o tempo todo. acima de qualquer coisa, é um otimista incorrigível. não se apega a estereótipos, e acredita ser essa uma de suas maiores qualidades. prefere um sorriso bonito a um corpo escultural, e um olhar sincero em detrimento de qualquer noitada homérica. não pretende ser e nem inveja o 'estilo charlie sheen' de vida, em absoluto. quer agradá-lo? cite Los Hermanos, The Killers ou Charlie Brown Jr. quer desafiá-lo? jogue a carta +4 no UNO e aguente o revide. hahaha. a estrada vai além do que se vê. nunca se esqueça. :)

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