sábado, 28 de abril de 2012

"Todo mundo é uma ilha."

"Well it sucks to be honest
And it hurts to be real"
                                                         (John Mayer)

     Ilhas são abertas para tudo o que pode vir, se abrem para que barcos aportem em suas praias, sem nenhuma boa razão para tanto. Permitem pelo simples fato de esperarem o melhor de seus visitantes. Permitem por achar que as coisas sempre darão certo, independente do que todos os sinais da natureza ao seu redor possam dizer. Às vezes me sinto como uma ilha, cercada pelo imenso e desconhecido mar aberto.  Nunca sei quando o mar virá com suas ressacas e destroçar-me com suas ondas avassaladoras, deixando aquele rastro de sua passagem pela orla da praia. Nunca sei quando uma tempestade tropical recairá sobre mim, devastando tudo que foi construído, tudo que foi batalhado e conquistado contra as armadilhas da natureza. Todo esse desconhecimento acerca do que pode vir me faz afastar mais e mais do continente à cada dia que passa, e se antes fazia parte de um arquipélago, hoje caminho a passos largos para me tornar uma 'ilha no meio do nada'. Como evitar esse 'rumo natural das coisas'? Como evitar o distanciamento do mundo, quando tudo que ele oferece são tempestades e tsunamis?
     Cada um de nós é uma ilha, e ao estarmos juntos das pessoas podemos formar belíssimos arquipélagos, mais fortes e resistentes ante as intempéries da vida. Mas como nem só do mar vem o perigo, terremotos podem nos abalar a qualquer momento, e separar as ilhas umas das outras, fazendo com que gradualmente elas se distanciem, e aí que mora o problema. Como ter forças para combater todos os acontecimentos que nos fazem distanciar, como resistir e lutar para que possamos permanecer unidos e fortes? Com o acúmulo de tempestades, terremotos e furacões em nossas vidas, nossas 'ilhas pessoais', nos distanciamos tanto do resto do mundo que passamos a viver sós, sem acharmos possível que um dia retornemos à companhia de 'outra ilha', e que não possamos obter a 'felicidade compartilhada'..
     Ilha, todo mundo é uma ilha. Mas ninguém quer ser apenas uma ilha. Todos querem montar um arquipélago, e compartilharem felicidade. Alegria sem ser compartilhada, não é alegria de verdade. A gente tenta se esquecer, mas todo mundo é uma ilha...

"but you find yourself alone..."

this is it.

domingo, 15 de abril de 2012

"You've Got To Hide Your Love Away.."

     As trocas de olhares que ocorriam todos os dias entre Carter e Diana eram discretas, mas intensas. Trabalharem juntos, se darem tão bem, e se irritarem tanto, fazia com que um burburinho sobre os dois terem algo corresse mais e mais no escritório. Seus chefes faziam vista grossa, mas todos ali percebiam que algo na relação entre os dois não era 'estritamente profissional'. Diana tinha o hábito de irritar Carter diariamente, e as "discussões de brincadeira" de ambos eram situações corriqueiras, de modo que sem aquilo ambos julgavam que algo não estava 'normal'. Carter tinha por costume sempre tentar corrigir o que Diana estava fazendo, só pelo prazer de vê-la franzir a testa e apertar os olhos cor de mel, com expressão de irritada, o que só a tornava mais linda. O riso corria solto por ali, e mesmo tentando, nenhum dos dois conseguia ficar distante, era dificil demais, e uma sensação de 'vazio' permanecia ali quando um estava sem o outro. Aquela situação indefinida vinha se arrastando já a alguns meses, e o pobre Carter não sabia o que fazer para conseguir quebrar as barreiras que ele mesmo se impunha, pelo simples fato de seu coração bater acelerado por aquela garota de cabelos longos e sorriso explêndido. Diana permanecia sempre naquela "zona de conforto", que de confortável não tem nada, em que não sabia se arriscava o que já tinham por algo maior, ou se continuava como estava. Ela era marcada por diversas decepções ao longo de sua vida, diversos caras surgiram e não fizeram por ela o que ela merecia, não cuidaram dela como ela gostaria e, quanto mais ela se envolvia com alguém, mais se decepcionava. Daí vinha o medo dela em arriscar algo tão 'certo' quanto a relação que ela tinha com Carter, em troca de uma tentativa de ser feliz com ele, o cara que mais a entendia no planeta. Em seu quarto, num pequeno prédio da cidade, Carter se perguntava o que fazer... traçava planos, construía dialogos, analisava possibilidades, pensava em todas as maneiras de conseguir quebrar tudo aquilo que lhe impedia de retirar Diana de seu 'casulo de proteção' em relação a ele, e torná-la feliz como jamais havia sido em sua vida.Sua sexta feira à noite se consumiu em pensamentos.
     Eis que chega o final de semana, e a empresa que ambos trabalham promove uma confraternização em um rancho belíssimo, com vários campos gramados, árvores por todo o lado, chalés, tudo de mais belo e rústico que possa haver. Diana estende uma toalha de piquenique vermelha e branca no gramado, mais clichê impossível, e senta-se com Carter para conversarem enquanto comem as iguarias servidas pela equipe do rancho. "Vida" e as pérolas da semana eram os assuntos 'obrigatórios', os quais tornavam as risadas frequentes. As risadas, e também as trocas de olhares. A tarde ia se findando, o por-do-sol ia se aproximando, e entre folhagens, bolos e Carter, Diana adormece. Em seus sonhos, ela relembra do dia em que um assaltante invadiu o escritório, e Carter foi o único no local a não correr, a não deitar no chão em desespero, nem se esconder, enquanto ela estava sob a mira da arma do lunático. O modo como ele se desprendeu de tudo por ela, tinha mexido com suas idéias, e aquilo estava invadindo até seus sonhos, de maneira inesperada. Acordado, o rapaz observa o sono da garota que o deixa tão parecido com um garoto de 15 anos, fato que o deixara inquieto por diversas vezes. A hora em que o sol se põe enfim chega, e sob o brilho daquele Sol já se despedindo, Diana acorda, e se depara com Carter admirando-a.. o Astro Rei ilumina o rosto de ambos, e sua luz mostra aquilo que por meses já se desenhava.. a percepção de que um olhar diz muito mais do que qualquer palavra pode dizer, é sentida..  os olhares de ambos se fitam, se encaram, se contemplam...
 até que então, a felicidade acontece...


























































































































































                                                                                                                                           this is it.

Quem sou eu

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não sabe de nada, mas acha sobre muita coisa. pensa sobre tudo, o tempo todo. repara em tudo, o tempo todo. acima de qualquer coisa, é um otimista incorrigível. não se apega a estereótipos, e acredita ser essa uma de suas maiores qualidades. prefere um sorriso bonito a um corpo escultural, e um olhar sincero em detrimento de qualquer noitada homérica. não pretende ser e nem inveja o 'estilo charlie sheen' de vida, em absoluto. quer agradá-lo? cite Los Hermanos, The Killers ou Charlie Brown Jr. quer desafiá-lo? jogue a carta +4 no UNO e aguente o revide. hahaha. a estrada vai além do que se vê. nunca se esqueça. :)

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